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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Presidente evangélico faz oração durante discurso e pede perdão pelos pecados do país

Presidente evangélico faz oração durante discurso e pede perdão pelos pecados do país

Durante um discurso comemorativo pelos 50 anos de independência do país, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, pediu perdão a Deus pelos pecados cometidos pela nação. O país se tornou independente da Inglaterra em 08 de outubro de 1962.

A iniciativa do presidente chamou a atenção dos órgãos de imprensa locais e internacionais, e segundo noticiado pelo site WND, a oração de Museveni abrangeu seus pecados pessoais, dos presidentes anteriores e da população como um todo.

-Estou aqui hoje para encerrar o passado de malignidade, e principalmente os últimos 50 anos de nossa história de liderança nacional, e entrarmos numa nova dispensação na vida desta nação. Estou aqui em favor de mim mesmo e dos presidentes anteriores, para demonstrar arrependimento. Pedimos teu perdão – disse o presidente.

O discurso do presidente incluiu ainda um pedido de perdão por escolhas religiosas e políticas e as dificuldades causadas por elas: “Confessamos esses pecados, que têm causado grandes impedimentos para nossa harmonia nacional e atrasos para nossa transformação política, social e econômica. Confessamos os pecados de idolatria e bruxaria que são abundantes em nosso país. Confessamos os pecados de derramamento de sangue inocente, pecados de hipocrisia política, desonestidade, intriga e traição”, orou Museveni.

A lista de pecados cometidos pelos ugandenses, na oração do presidente, era extensa e abrangente: “Perdoa-nos os pecados de orgulho, tribalismo e sectarismo; pecados de preguiça, indiferença e irresponsabilidade; pecados de corrupção e suborno que estão provocando erosão em nossos recursos nacionais; pecados de imoralidade sexual, alcoolismo e devassidão; pecados de falta de perdão, amargura, ódio e vingança; pecados de injustiça, opressão e exploração; pecados de rebelião, insubordinação, brigas e conflitos”.

A oração do presidente Museveni foi encerrada com a consagração do país a Deus e a expressão do desejo de ver Uganda como uma nação transformada: “Queremos dedicar esta nação a Ti de modo que Tu sejas o nosso Deus e Guia. Queremos que Uganda seja conhecida como uma nação que teme a Deus e como uma nação cujos alicerces estão firmemente enraizados na justiça para cumprir o que a Bíblia diz no Salmo 33:12: ‘Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, o povo que Ele escolheu para lhe pertencer!’”.

A repercussão foi analisada pelo reverendo Scott Lively, de Massachussetts, ouvido pelo WND, que afirmou: “A oração de Museveni é um modelo para todos os líderes cristãos no mundo inteiro. O declínio dos líderes do Ocidente está ocorrendo em proporção ao grau de rejeição que eles demonstram a Deus. Quando honrava a Deus, exatamente como o presidente de Uganda acabou de fazer, a Inglaterra estava em seu auge como potência mundial. De forma semelhante, a grandeza dos EUA está diminuindo, pois os EUA passaram de nação cristã para uma nação humanista e secularista. Mas fique de olho em Uganda, pois Deus os abençoará muito por quererem ser uma nação dedicada a Ele”.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Veja vídeos, fotos, opiniões e tudo que aconteceu na audiência sobre “cura gay” com Silas Malafaia, Jean Wyllys e outros

Veja vídeos, fotos, opiniões e tudo que aconteceu na audiência sobre “cura gay” com Silas Malafaia, Jean Wyllys e outros

Aconteceu na tarde dessa terça feira, na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), uma audiência pública para discutir o Projeto de Decreto Legislativo 234/11, do deputado João Campos (PSDB-GO). Apelidado de “projeto da cura gay”, o projeto de Campos tenta sustar partes da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia que falam sobre a relação do profissional de psicologia quanto à orientação sexual de seus pacientes. De acordo com os presentes, a audiência foi marcada por muita bagunça e confusão, principalmente por parte dos ativistas LGBT presentes.

Presidida pelo deputado federal Luiz Henrique Mandetta, presidente da CSSF, e teve início às 14:40 horas, no Plenário 07 do Anexo II da Câmara dos Deputados. Além da presença dos parlamentares audiência, em forma de debate, contou com a participação do pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo; do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBT), Toni Reis; do presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Humberto Cota Verona; e da psicóloga Marisa Lobo Alves.

O primeiro a falar na Audiência foi Verona, que afirmou que a discussão sobre o tema é baseada “na perspectiva de alguns que guardam seu preconceito em uma gaveta de cristal”. O presidente do CFP pediu o arquivamento do projeto proposto pelo deputado Campos, afirmando que o conselho por ele presidido “tem poder supremo único” para definir o limite de competência do exercício profissional. A afirmação foi utilizada por Verona para combater o principal argumento de João Campos, de que a resolução do conselho extrapola a competência da instituição e restringe a atividade profissional dos psicólogos.

- Para que servem então os conselhos e o que fazer das leis que os criaram e definiram suas funções? – questionou Humberto Verona.

Clique aqui para o vídeo com a fala de Verona.

Discursando logo depois de Humberto Verona, Marisa Lobo rebateu as acusações de que a proposta tem como objetivo tratar a homossexualidade como uma doença, e afirmou que sua luta não é para promover preconceito, mas pelos direitos humanos. Segundo a psicóloga sua bandeira é pelo direito do cidadão poder desejar pessoas do mesmo sexo, mas também pelo direito de não desejar pessoas do mesmo sexo. Ela afirma que devemos conviver e respeitar as diferenças, e ressaltou que o respeito não obriga ninguém a concordar com o comportamento do outro e que isso também é um direito.

- Bandeira de direitos humanos não pode ser usada como uma arma ideológica das minorias contra as maiorias. Isso não é direito humano. Direito humano é para todos. Eu tenho meu direito humano e estou sendo massacrada por uma mentira que inventaram de que curo gay – declarou Marisa Lobo.

A psicóloga prosseguiu afirmando que existem sim ex-homossexuais porque, nesses casos, “na verdade, o indivíduo não era gay”, mas manifestava o comportamento homossexual como forma de defesa contra traumas decorrentes de abusos e outras situações vividas pelos pacientes. Segundo a psicóloga o que ela defende é a liberdade do psicólogo apoiar os pacientes nesses casos. Marisa Lobo conclui sua fala citando uma série de casos em que pessoas que apresentavam comportamento homossexual mas abandonaram esses comportamentos, mudando totalmente seu estilo de vida.

- A resolução acaba atrapalhando o profissional porque realmente a questão da homossexualidade é muito complexa, e pode sim uma pessoa apresentar comportamento homossexual sem ser homossexual. Mas se ele é homossexual legítimo, ele não vai ao consultório pedir para mudar a condição dele – concluiu a psicóloga, que declarou ainda que os ex-homossexuais existem sim, e que os parlamentares, como especialistas em direitos humanos, precisam reconhecer essas pessoas.

Clique aqui para o vídeo com a fala de Marisa Lobo.

Toni Reis falou logo depois de Marisa Lobo. Reverberando o pedido de Verona para arquivamento da PDC 234/11, o militante usou seu tempo na Audiência para discursar sobre a homofobia e sobre a laicidade do estado. Logo no início de sua fala, Reis citou a morte do jornalista Lucas Fortuna que, segundo ele, foi assassinado por motivações homofóbicas. Reis levou ainda o pai do jovem à audiência, fato que causou uma grande manifestação de apoio a seu discurso parte dos presentes.

Citando uma série de resoluções ao redor do mundo contra as, chamadas por ele, “terapias de reversão”, ele afirmou que se a homoafetividade for doença “todos têm de ter aposentadoria compulsória”. Reis relacionou ainda as terapias com homossexuais ao regime nazista.

Clique aqui para o vídeo com a fala de Toni Reis.

Rebatendo as declarações de Reis, o pastor Silas Malafaia iniciou seu discurso na comissão ressaltando que o tema a ser debatido não é a homofobia, mas sim as resoluções do CFP. O pastor mencionou ainda que Toni Reis utilizou mais de 70% de seu tempo para falar sobre homofobia, e não sobre o tema para o qual a Audiência foi proposta.

De acordo com Malafaia “todo paciente adulto com saúde mental tem direito de decidir sobre seu próprio corpo”. Questionando em qual teórico o CFP se baseia para afirmar que a questão da homossexualidade não pode ser tratada por um psicólogo, o pastor acusou a entidade profissional de fazer “ativismo gay”. Defendendo que o paciente é que tem do direito de definir se quer ou não ser tratado e que o CFP vai contra esse princípio, Malafaia afirmou que a resolução do conselho deveria ser “jogada no lixo”.

O pastor Silas Malafaia foi interrompido uma série de vezes durante sua fala, o que ele classificou como uma forma de tentar interromper sua linha de pensamento. Essas constantes interrupções fez com que o presidente da Audiência a esvaziar a sala, para que fosse retomada a ordem.

Durante a fala do pastor, o presidente da comissão, deputado Mandetta (DEM-MS), ordenou a retirada do Plenário de um ativista do movimento de defesa da população LGBT, por utilizar um símbolo nazista para se manifestar contra o pastor, o que caracteriza crime. Pedindo que a polícia legislativa recolhesse o cartaz, Mandetta afirmou que a comissão estaria denunciando o manifestante pelo uso do cartaz. Ele pediu ainda que o manifestante se desculpasse pelo uso do símbolo ofensivo, o que não foi atendido.

Clique aqui para o vídeo com a fala de Silas Malafaia.

O deputado e ativista gay Jean Wyllys (Psol-RJ) também foi repreendido pelo presidente da comissão, por ofender verbalmente o pastor durante sua fala. Mandetta ressaltou já ter pedido educadamente que o deputado respeitasse o pastor por cinco vezes e, por não ter sido atendido, pediu que Wyllys se retirasse da seção.

Deputados Jean Wyllys, Marco Feliciano, Pastor Eurico e Erika Kokay

Ao receber o direito de se manifestar, Wyllys ligou a proposta a movimentos religiosos e afirmou que por esse motivo não poderia haver discussão sobre o tema.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) declarou que a resolução apenas proíbe a “patologização” de comportamentos ou de práticas homoeróticas, assim como tratamentos não solicitados e acrescentou que, no debate, todos concordaram que qualquer pessoa com dificuldades pode procurar um psicólogo. “Ou todos concordam que há convergência de opinião ou explicitem o conteúdo homofóbico das suas posições”, sustentou a deputada.

Os deputados favoráveis ao PDC foram unânimes em dizer que a resolução do conselho fere a autonomia dos psicólogos e dos pacientes. João Campos argumentou, inclusive, que a medida do conselho fere a Constituição.

Segundo ele, a resolução fere princípios como os da razoabilidade, autonomia do profissional e livre arbítrio do ser humano de procurar o profissional que quiser. “Não podemos permitir que normas que ferem direitos fundamentais persistam”, declarou, segundo a Agência Câmara.

As constantes manifestações por ambas as partes durante o debate foi ressaltada pelo deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que lamentou o rumo tomado pela Audiência.

- Quando pensamos em fazer essa Audiência Pública, em momento algum passou pela nossa cabeça o baixo nível que infelizmente foi essa Audiência Pública. É lamentável isso. Viemos aqui para discutir um assunto científico, eu faço parte dessa comissão, quero ajudar no processo do relator, queria entender isso. (…) Em momento algum, desde a primeira audiência que foi feita, nós tratamos sobre assunto de preconceito, de homofobia… Embora que em todas as audiências fomos chamados de homofóbicos, de caçadores de bruxas e coisas mais. – declarou o deputado, que afirmou ainda que se fosse possível pediria que a Audiência fosse cancelada e riscada dos anais da Câmara.

Após a Audiência, a polêmica gerada pelo debate repercutiu também nas redes sociais.

Pelo Twitter, Marisa Lobo classificou a Audiência como um “barraco”.

- Para variar a audiência foi um barraco, bem produzido pelo dep d 13 mil votos senhor Jean que so falou mercadoria,discurso pronto só rindoo. (sic) – declarou a psicóloga, que declarou ainda que a violência contra os evangélicos “ficou estampada nas agressões verbais e gestuais” que sofreram.

Já deputado Jean Wyllys classificou os evangélicos como fundamentalistas, pela rede social.

- Eu acho que eu merecia ganhar por insalubridade nessa função de contraponto, na Câmara, desses fundamentalistas intolerantes, não é? – publicou o deputado.

O deputado Marco Feliciano se manifestou lamentando o comportamento dos presentes.

- Lamentei e lamento o comportamento de ativistas de ambos os lados, gays e evangélicos. Houve agressão verbal, incitações e palavras de ódio. – declarou Feliciano pelo Twitter.

Os vídeos completos do debate podem ser vistos no site da Câmara por esse link.

Veja mais fotos:

Marisa Lobo ao lado de Toni Reis e do deputado Marco Feliciano

Senador Magno Malta antes do início da audiência

Militantes se manifestando durante fala do pastor Silas Malafaia

Todas as fotos utilizadas nessa matéria foram publicadas no Twitter da psicóloga Marisa Lobo

Por Dan Martins, para o Gospel+

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Embora subestimados, ministérios infantis são o futuro da Igreja, afirma especialista

Embora subestimados, ministérios infantis são o futuro da Igreja, afirma especialista

O trabalho dos ministérios infantis nas igrejas podem estar sendo subestimados, e isso poderá causar impactos futuros, afirma Tim Thornborough, líder de um ministério infantil.

Ouvido pelo site da revista Christian Today, Tim diz que “evangelistas que vão à caça de pessoas fazem um grande trabalho, mas o maior trabalho de evangelização é o que você faz em grupo de seus filhos”, referindo-se ao fato de pesquisas apontarem que grande parte dos cristãos se decidem pela causa de Cristo aos 17 anos.

Para Tim, os líderes e membros das equipes infantis das igrejas “são os evangelistas da linha de frente, que fazem o trabalho de base, de modo possibilite existir uma igreja na próxima geração”.

Ainda segundo Tim, o trabalho do ministério infantil não deve ser encarado apenas como uma babá, mas sim, como a preparação da próxima fase de vida cristã: “Não estamos apenas cuidando das crianças, e sim, usando a sabedoria dada por Deus para que essas crianças se tornem discípulos maduros”.

Já o missionário e fundador de um ministério infantil chamado “Mark Drama”, segue pela linha do incentivo: “O que muda a vida de crianças em nossos grupos não somos nós, mas a Palavra de Deus. Você vê os outros e acha que eles são tão talentosos e se enxerga como um fracasso. Mas somos todos um pouco de confusos. Jesus é especialista em usar pessoas que são um pouco confusas”, pontua, valorizando os voluntários de ministérios infantis.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Agora com Jesus, ator diz que não pode mais atuar em 'Two and a Half Men'

 

Angus T. Jones, à esquerda, ao lado de Ashton Kutcher e Jon Cryer; ele não quer mais atuar na série. Foto: Divulgação

Quase dois anos depois de ter sofrido uma severa reformulação, com a demissão do protagonista, Charlie Sheen, de seu elenco, a série Two and a Half Men pode passar por outra mudança em breve. Em entrevista ao canal virtual Forerunner Chronicles, da igreja norte-americana Forerunner, o ator Angus T. Jones, que interpreta Jake na sitcom do canal CBS, falou sobre sua crescente fé em Deus, em como esta tem afetado sua vida e aconselhou aos fãs: "não assistam mais a Two and a Half Men".

"Se eu não estou fazendo o trabalho de Jesus, Deus pode me levar agora, já posso morrer. Não quero contribuir para o plano dos inimigos. Eu até poderia pensar, 'posso ser um cristão e trabalhar na série', mas, não. Não posso. Você não pode ser um bom cristão estando em um programa de televisão como esses. Eu sei que não posso", disse ele, hoje com 19 anos, há 15 trabalhando como ator.

Durante a entrevista, editada em vídeo com meia hora de duração, Jones fala longamente sobre os caminhos que o levaram à religião, fé abraçada com força por ele nos últimos meses graças a supostos sinais que teria recebido de Deus. "No dia 22 de janeiro, eu estava conversando com um amigo e, na época, não sabia se continuaria no programa ou se iria para a faculdade. Ele me disse que, se estivesse no meu lugar, continuaria na série por causa da situação da sua família. Aquilo me atingiu de uma forma interessante, porque esse cara é um guitarrista muito talentoso que sequer tem amplificador. Depois ele ficou me perguntando um monte de coisas e logo percebi que não era ele e, sim, Deus falando por ele", explicou.

"Então, um outro amigo me contou sobre uma congregação religiosa de negros, essas coisas gospel, e eu gosto de negros. No primeiro dia que fui a ela vi que a mensagem dita ali era feita para mim. Falava sobre a minha vida, sobre o que eu tinha que fazer...descobri que aquela era minha igreja."

Ao final da conversa, concedida a um líder religioso, Jones mirou a câmera e pediu aos seus fãs para deixarem de assistir à série que o tornou mundialmente famoso - além de dono do maior salário entre jovens da televisão americana, recebendo US$ 300 mil por episódio.

"As pessoas me veem e dizem, 'uau, você é o Jake!'. Mas o Jake não significa nada. Por favor, se você vê Two and a Half Men, pare com isso. Estou dentro da série e não quero estar. Por favor, pare de encher sua cabeça com essa bobagem. Dizem que é entretenimento, mas faça uma pesquisa por você mesmo sobre os efeitos da televisão em seu cérebro e você conseguirá formar uma opinião sobre a TV. E as notícias não serão nada boas."

Desde setembro do ano passado, a série, uma das mais vistas da televisão americana, conta com Ashton Kutcher como estrela do elenco, que ainda conta com Jon Cryer no papel do problemático Alan, pai de Jake.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Entenda o conflito entre Israel e Palestinos e sua importância para os cristãos do ponto de vista teológico

 

Entenda o conflito entre Israel e Palestinos e sua importância para os cristãos do ponto de vista teológico

A atual crise na Faixa de Gaza, entre o grupo Hamas e o governo de Israel está sob uma trégua, acertada em acordo feito por ambas as partes na noite de quarta-feira, 21/11. O acordo, mediado pelo governo dos Estados Unidos, encerrou uma sequência de oito dias de ataques de ambos os lados.

O recente conflito se iniciou após uma ação do exército israelense próximo aos territórios palestinos na região, e despertou especulações por parte de lideranças evangélicas e teólogos a respeito de um significado maior em termos de profecias bíblicas.

A Redação do Gospel+ entrou em contato com o teólogo Alexandre Milhoranza para expor as nuances teológicas do conflito e esclarecer pontos importantes para a compreensão do assunto.

Segundo Milhoranza, “o conflito árabe-israelense reacende a antiga visão de Israel, como povo escolhido de Deus, na consumação final do Reino de Deus na terra. Esta é uma visão herdada equivocadamente do Antigo Testamento”, introduz o teólogo, que explica seu conceito: “Digo equivocadamente pois no Antigo Testamento não há o conceito do estabelecimento do Reino de Deus, pois este está sempre presente (Sl. 103:19; Sl. 145:11-13). No Antigo Testamento, Deus é o soberano da criação com domínio irrestrito sobre tudo e sobre todos, de acordo com a visão hebraica”.

Com o Novo Testamento, inicia-se uma nova fase, que embora não seja alvo de muitas discordâncias na análise teológica, representa aspectos importantes para a compreensão a partir do ponto de vista bíblico: “No Novo Testamento vemos João Batista anunciando a vinda iminente do Reino de Deus. Este inclusive foi o tema central da pregação de Jesus, que o anunciava como uma realidade presente e manifestada em sua própria pessoa e nos milagres realizados por ele. Estes podem ser considerados aspectos já presentes na realidade do Reino de Deus e, até aqui, não há tantas controvérsias sobre este assunto. Este é o chamado “já” na teologia sobre o Reino de Deus”, explica Alexandre Milhoranza.

As controvérsias surgem com a interpretação apenas em sentido literal das profecias: “O problema surge quando consideramos os aspectos futuros do estabelecimento do Reino de Deus, o famoso “ainda não”. Neste ponto muitos se dividem entre associar, ou não, a Igreja com Israel e suas promessas. O grande problema de algumas linhas teológicas é interpretar as profecias, especialmente as de Apocalipse, num sentido estritamente literal. Neste ponto há uma distinção radical entre Israel e a Igreja, forçando o cumprimento literal de todas as profecias do Antigo Testamento sobre Israel”, diz o teólogo, dando dimensão da complexidade do assunto.

Para Milhoranza, essa linha de pensamento é falha e mantém seus adeptos reféns de cálculos que geram especulações sobre os sinais dos tempos e consequentemente, a respeito da volta de Cristo: “É aqui, que esta linha de interpretação ao meu ver falha, pois nem os apóstolos interpretaram as profecias do Antigo Testamento literalmente. Os teólogos que são adeptos dessa teoria ficam escravos dos cálculos históricos e qualquer acontecimento político no Oriente Médio torna-se motivo para mais especulações escatológicas. Não creio que deva ser este a razão de ser da Igreja, mas fazer como o próprio Jesus afirmou: ‘O reino de Deus é chegado a vós’”.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Escritor afirma que pornografia é a maior ameaça ao cristianismo em dois mil anos: “Precisamos tratar isso”

 

Escritor afirma que pornografia é a maior ameaça ao cristianismo em dois mil anos: “Precisamos tratar isso”

A pornografia é um assunto que se mostra como ameaça ao cristianismo. Essa é a visão do escritor Josh McDowell, autor de livros como “Evidência que exige um veredicto” e “Mais que um carpinteiro”.

Segundo McDowell, que também é apologeta, a abordagem do assunto se mostra necessária para evitar que o vício em filmes pornográficos desestruturem a base cristã.

-Sou um apologeta. Apresento razões positivas por que acreditar, a fim de ver jovens virem a Cristo. Mas cerca de cinco ou seis anos atrás, fiquei sentindo que havia um problema em toda parte. Quando eu tinha interação com jovens, algo havia se tornado uma barreira. Percebi que era imoralidade sexual e pornografia intrusiva e generalizada na internet. Como apologeta, a única coisa que pode minar tudo o que ensino não está na área da apologética, mas na área da moralidade. Se você não lida com essa questão, você não cumprirá seu papel como um apologeta bíblico -  afirmou o escritor, em entrevista ao site Breakpoint.

Dados levantados por ele em seus estudos sobre o assunto, apontam para uma estatística alarmante, e justificam suas afirmações a respeito das ameaças que a pornografia representa ao cristianismo.

-Cinquenta por cento dos pastores estão lutando para largar do vício da pornografia. Sessenta e dois por cento dos homens que frequentam igrejas evangélicas regularmente estão lutando para largar da pornografia, e entre 65% e 68% dos adolescentes estão nessa situação. Essa é provavelmente a maior ameaça à causa de Cristo em dois mil anos de história da igreja, pois mina sua vida, sua caminhada com Cristo e suas convicções – afirma McDowell.

Ele afirma que o problema pode estar sendo ignorado não apelas pela delicadeza com que deve ser tratado: “Meu temor é que muitos pastores não estejam lidando com esse problema pelo simples fato de que eles mesmos estão envolvidos nele. De certo modo, precisamos fazer com que a liderança no corpo de Cristo trate disso”, alerta.

O escritor ressalta ainda que a natureza da fé cristã e da pornografia são diametralmente opostas e devido à isso, é provável que o vício em produtos pornográficos se imponha acima de todo o resto na vida das pessoas expostas a ele.

-Mesmo deixando de fora a vergonha e a solidão, a pornografia produz um questionamento sobre a autoridade das Escrituras, de Cristo, da Ressurreição, da Igreja e dos pais. A pornografia começa a entenebrecer a porta do cérebro para considerar as verdades da fé cristã. Logo que você se envolve na pornografia, ela assume o controle dos seus pensamentos, de seus padrões morais e de sua vida. Você precisa entender: a pornografia simplesmente assume o controle da sua vida. A pornografia assume o controle dos seus relacionamentos — o modo como você vê as pessoas, as mulheres e as crianças. E como consequência, a pornografia não deixa espaço para sua caminhada com Cristo. Não dá para você se envolver com a pornografia e ter uma caminhada saudável com Cristo – conceitua.

Leia a íntegra da matéria em inglês com Josh McDowell sobre as ameaças da pornografia ao cristianismo neste link.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

terça-feira, 13 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

“Prefiro morrer cristã, a sair da prisão como muçulmana”, diz cristã sentenciada à morte por suposta blasfemia ao Islã

 

“Prefiro morrer cristã, a sair da prisão como muçulmana”, diz cristã sentenciada à morte por suposta blasfemia ao Islã

Uma cristã paquistanesa, presa há dois anos sob acusação de blasfêmia, aguarda a realização de um novo julgamento que defina uma sentença justa. No primeiro julgamento, Asia Bibi foi sentenciada à morte, e devido às diversas manifestações internacionais em variadas esferas, fez com que a pena não fosse aplicada.

A acusação surgiu após, durante uma discussão com colegas de trabalho, Asia Bibi ter dito que a fé islâmica se baseia num personagem morto: “Jesus está vivo, mas Maomé morto. O nosso Cristo é o verdadeiro profeta de Deus. Maomé não é real. Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade, e Maomé, o que fez por vocês?”, questionou na ocasião, já exaltada. A reação das colegas de trabalho foi intensa, com agressões, o que levou o caso às autoridades.

Informações repassadas à Missão Portas Abertas dão conta que Asia Bibi tem sido torturada e maltratada na prisão e submetida à fome e sede, com o objetivo de que ela renuncie ao cristianismo.

A repercussão do caso no Paquistão levou à morte as duas únicas pessoas com cargos expressivos que saíram em defesa de Asia Bibi. O ex-governador da Província de Punjab, Salman Taseer, tido como um muçulmano liberal foi assassinado pelo próprio guarda-costas por sair em defesa de Asia Bibi. O ministro federal Shahbaz Bhatti, único cristão no gabinete do governo, também foi morto por se opor à lei que condena à morte pessoas acusadas de blasfêmia contra o islamismo.

Asia Bibi, porém, tem se mantido firme no evangelho: “Prefiro morrer como cristã, do que sair da prisão como muçulmana”, afirmou. Bibi é casada e mãe de cinco filhos, e tem sido alvo de uma intensa campanha de oração da missão Portas Abertas ao redor do mundo.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Após divulgar reprise de “Rei Davi”, Record apresenta “A Fazenda de Verão” com ênfase em participantes homossexuais

 

Após divulgar reprise de “Rei Davi”, Record apresenta “A Fazenda de Verão” com ênfase em participantes homossexuais

Após anunciar a reprise da minissérie bíblica Rei Davi, em meio aos protestos encabeçados por setores da Igreja Universal do Reino contra a novela Salve Jorge, da TV Globo, a TV Record está no centro de outra polêmica.

O reality show “A Fazenda de Verão”, apresentado pela emissora do bispo Edir Macedo, traz entre seus participantes, um publicitário homossexual e uma garota bissexual. O fato foi considerado por lideranças evangélicas como apologia à promiscuidade.

Em seu perfil no Twitter, o pastor Marco Feliciano criticou a direção da TV Record devido ao contraste de mensagem nas atrações da emissora: “Santo engodo! Record alardeia Rei Davi para os cristãos não assistirem Salve Jorge, e lança A Fazenda com um gay e uma bissexual apostando na azaração. E por um momento pensei que realmente estavam pensando em proteger as famílias, guardando os bons costumes cristãos. Como sou inocente”, publicou Feliciano.

O blogueiro e colunista do Gospel+, Paulo Teixeira, publicou no site Holofote.Net um comentário a respeito da polêmica: “[A] campanha de esclarecimento ao público cristão sobre a mensagem subliminar existente na novela da Globo. Não se tem o objetivo de fazer o telespectador  mudar de canal, a fim de assistir algum outro programa televisivo, mas apenas alertá-lo sobre as influências espirituais. Quanto a atitude de se fazer campanha contra um determinado programa televisivo, levando as críticas para a esfera espiritual, sendo que na verdade o objetivo-fim é lucrar com outra programação no mesmo horário, este blogueiro entende que tal estratégia faz até o maligno aplaudir”, contextualiza Teixeira.

Paulo Teixeira destaca ainda em seu texto, o fato de a emissora do bispo Edir Macedo ressaltar a sexualidade dos participantes do reality show “A Fazenda de Verão”, como forma de apologia: “Por que a apresentação dos mesmos leva-se em conta a sexualidade deles? A resposta é simples: a emissora ‘evangélica’ não quer ficar de fora da ‘onda do momento’, onde o ‘legal’ é dar destaque a representantes da comunidade LGBT”.

Internautas evangélicos manifestaram repúdio à postura da emissora nas redes sociais, e lamentaram a falta de priorização do evangelho na TV Record: “Edir Macedo, como outros, perderam a grande chance de levar a palavra genuína de Deus às pessoas, preferiram o cheiro do dinheiro do poder e o que eles podem fazer e comprar. Triste”, escreveu uma internauta de Santos-SP em um portal de notícias.

Outro internauta, identificado apenas como Estevão, lembrou da dificuldade em viver o que se prega: “Pois é, uma emissora que prega Deus, amor, oração, milagres etc., fazendo um espetáculo destes… Pregar é fácil, mas viver o evangelho é muito difícil… Pregar o evangelho na prática é ter uma programação voltada para o respeito e amor… na Record só se vê violência… mentiras etc., e nosso povo espiritual não vê isto? Seguem cegamente a emissora com o intuito de derrubar a Globo, vista por eles [IURD] como obra do capeta. Dá para entender?”, questionou.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+