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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Hamas proíbe meninos e meninas de estudarem juntos em Gaza

 

A partir do próximo ano escolar, homens não poderão mais dar aulas para alunas na Faixa de Gaza, e meninas não poderão estudar junto com meninos a partir dos 9 anos. As novas regras do Ministério da Educação do Hamas, o movimento islâmico palestino que controla da Faixa de Gaza, impõe a separação de gênero não só para as escolas muçulmanas, mas também para cristãs e aquelas administradas pelas Nações Unidas na região.

As regras anunciadas nesta segunda-feira (1º) valem para a Faixa de Gaza, administrada pelo movimento. De acordo com o Hamas, essa é uma forma de padronizar os valores palestinos na região. Críticos, no entanto, acusam o movimento de impor sua ideologia à sociedade.

“Nós somos um povo muçulmano. Estamos fazendo o que cabe ao nosso povo e à nossa cultura”, disse o consultor jurídico do Ministério da Educação Waleed Mezher.

 

O Hamas tem administrado a Faixa de Gaza desde 2007, quando ganhou a maioria nas eleições parlamentares palestinas. A divisão política entre o grupo e o rival Fatah, que controla a Cisjordânia, paralisou o Legislativo e, principalmente, impediu a promulgação de novas leis nos territórios palestinos. Os parlamentares do Hamas, no entanto, agiram sozinho para aprovar a nova lei da educação. Os críticos acusam o movimento de tentar construir um Estado independente em Gaza.

Escolas privadas e cristãs, onde as aulas são misturadas até o ensino médio, seriam as mais afetadas pela decisão já que as escolas administradas pelo governo em sua maioria são separadas pelo sexo. O Ministério da Educação Gaza disse que as escolas particulares tinham sido convidadas para discutir a legislação antes de ser promulgada, mas teriam falhado.

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Fonte: Extra

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