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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Antes de morrer, Mikhail Kalashnikov, demonstrou arrependimento por criar o fuzil AK-47 e disse que sentia “uma dor espiritual insuportável” pelas vítimas

Antes de morrer, Mikhail Kalashnikov, demonstrou arrependimento por criar o fuzil AK-47 e disse que sentia “uma dor espiritual insuportável” pelas vítimas
O ex-militar russo Mikhail Kalashnikov, criador do fuzil AK-47, faleceu no último mês de dezembro aos 94 anos, mas meses antes de sua morte, externou preocupação com os danos que sua invenção causou.
Numa carta ao líder da Igreja Ortodoxa da Rússia, Kalashnikov perguntou se poderia ser responsabilizado pelas mortes que aconteceram através da arma criada por ele. “Me faço sempre a mesma pergunta que não posso responder: se meu rifle terminou com a vida de tantas pessoas, pode ser que eu seja culpado pelas mortes, ainda que fossem inimigos?”, questionou.
No documento, o ex-militar disse que sentia “uma dor espiritual insuportável” pelas consequências de seu invento. Durante sua vida, algumas vezes Mikhail Kalashnikov manifestou arrependimento por ter criado a arma. Segundo ele, quando se propôs a criar o AK-47, tinha em mente a proteção do país, e não a prática de atrocidades mundo afora.
Cristão, o ex-militar assinou o documento enviado à Igreja Ortodoxa em maio de 2012 como “um servo de Deus, o designer Mikhail Kalashnikov”.
O jornal russo Izvestia informou que Alexander Volkov, porta-voz do patriarca Kirill – líder da Igreja Ortodoxa – respondeu a carta de Kalashnikov dizendo que ele tinha o apoio da denominação: “A Igreja tem uma posição muito clara: quando as armas servem para proteger a pátria, a Igreja apóia tanto os seus criadores quanto os soldados que as utilizam”.
Kalashnikov criou o fuzil AK-47 em 1947, quando era soldado e se recuperava de ferimentos sofridos em combates da Segunda Guerra Mundial, que aconteceu entre 1939 e 1945. Estima-se que até hoje, mais de 100 milhões de unidades da arma tenham sido vendidas ao redor do mundo, sendo usada pelos exércitos de mais de 80 países, e até por terroristas.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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