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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Deputado gay Jean Willis afirma que cristãos fundamentalistas são “contra a dignidade humana e o esporte predileto é perseguir homossexuais”

Deputado gay Jean Willis afirma que cristãos fundamentalistas são “contra a dignidade humana e o esporte predileto é perseguir homossexuais”

Em um artigo publicado na revista Carta Capital, o deputado gay Jean Willis declarou que o Brasil está prestes a tornar-se uma “teocracia”, por iniciativa de projetos lançados pela bancada evangélica.

As principais críticas de Willis são direcionadas ao Deputado Federal João Campos (PSDB-GO), líder da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.

No texto, Jean Willis classifica Campos como fundamentalista e afirma que o líder dos evangélicos associou “malandramente” seu projeto de permitir que “associações religiosas” possam indicar quais projetos são ou não constitucionais e perseguir homossexuais e outras religiões. “Não é segredo para ninguém que o esporte predileto dos fundamentalistas cristãos é, depois da perseguição aos homossexuais, a demonização das religiões concorrentes”, dispara o ativista dos direitos homossexuais.

Referindo-se à bancada evangélica na Câmara como “minoria religiosa” da sociedade, Willis acredita que o projeto fere a Constituição Federal de 1988, pois se aprovado, faria o Brasil deixar de ser um país laico: “A ‘PEC da Teocracia’ viola cláusula pétrea dos direitos e garantias individuais. Ou seja, de acordo com a literalidade da Constituição Federal, qualquer proposta de emenda constitucional que tenda a esse tipo de violação não pode sequer ser apreciada”.

Jean Willis ainda afirma que o projeto do Deputado João Campos quer, na verdade, proporcionar privilégios às “igrejas cristãs”, e que a intenção é censurar os direitos à dignidade humana aos homossexuais. “Na prática, caso seja aprovada, a “PEC da Teocracia” servirá para que fundamentalistas cristãos como João Campos e quejandos tenham mais um instrumento para abortar leis ou atos normativos que estendam a cidadania a homossexuais ou procurem preservar sua dignidade humana”, escreveu Willis.

Fonte: Gospel+

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